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Ipansotera2


A partir de hoje, meu blog está sendo republicado como: http://ipansotera3.zip.net (extensão do http://ipansotera.zip.net e do http://ipansotera2.zip.net).  Mais recente é http://ipansotera.blogspot.com e www.twitter.com



Escrito por Sandoval às 13h32
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Quadro de Bico Mendes

SANTIAGO IV

Aristocratas de ontem, hoje não valem um pepino, estão todos mortos.



Escrito por Sandoval às 12h25
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SANTIAGO E O MEU MANJAR

 

Penso em trabalhar o romance que estou escrevendo com: “a grande roda da vida”, “caminho reto e caminho circular”, “somos marionetes grotescas”, “mortos insepultos num mundo cruel e vazio (Bergman)”, “o urbano tétrico e paisagem com uma grande pedra”. Do filme, entre o que pus aqui, sugestões também do documentário: o mundo descrito com as palavras redenção, memória, transitório, eternidade, perene, contingente, inutilidade, despedida. O romance “Manjar Branco no Asfalto”... e estes Cadernos. A partir do roteiro, penso ainda em definir as palavras de forma dicotômica, forma válida para definição, conforme aprendi com o mestre G.W.G. Moraes. Um desafio, recolher palavras e expressões das 4 mil páginas dos meus Cadernos. Neles, sandovalismos e dicionário analógico. Vida/morte, memória/esquecimento... Só por aproximações sucessivas vale definir. Algumas imagens que podem entrar: trens na estação de Cravinhos, eu dançando na classe com alunas e nos meus grupos, cavalos, respiração abdominal ao caminhar desde a minha adolescência, frustrações do meu eu-criança... A fase em que passava férias na fazenda do meu tio-primo Sebastião. Eu o chamava de tio (um homem rico e orgulhoso). O cavalo em que eu montava foi atacado por uma vaca com seu bezerrinho. Quando garoto, sempre cantava, imitando Vicente Celestino. Meu irmão, ao violão, acompanhava a gente.



Escrito por Sandoval às 12h16
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SANTIAGO III

 

Casas abandonadas. João filma a casa em que nasceu. Recente meu caso com uma residência, a mais bela do bairro da Aclimação, São Paulo, hoje apodrecida, sem reparos. Está a venda. Mais valioso – o terreno. Por certo, se construirá ali uma pequena igreja. A casa, foi assassinada. Nela, só lembranças. Através da memória, outros seguem vivendo.



Escrito por Sandoval às 12h14
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SANTIAGO II

 

Ele dança... principalmente com as mãos. Se a vida é um aprendizado da solidão, Santiago a enfrenta com a memória. Ao viver, trata-se de um enfrentamento? Luta? Lembranças evoluem em compassos. A morte, no baile de máscaras, a própria vida para se tornar “la gran partita”. Páginas da vida, em momentos musicais. Ainda bem que canto, com o meu “violão doméstico”. A vida se desmancha em sacos plásticos? Uma das metáforas do filme. Tenho, também, uma Remington velhinha. Lembro Nelson Rodrigues escrevendo sobre o lado sujo da vida. Aceitar a decepção com um suave sorriso, como sugere Jean-Claude Bernardet em “Notas sobre Santiago”, livreto que acompanha o DVD.



Escrito por Sandoval às 18h44
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SANTIAGO I

 

Vi, pela segunda vez, o filme “Santiago”, de João Moreira Salles. O que senti, e o que me ajudou a compreender, o inefável encontro entre o filho do patrão e o mordomo da família Moreira Salles. Alguém mais ligado na cotidianeidade pode até se irritar com o trabalho despojado do cineasta. Vou me convencendo que cinema se vê numa espécie de capela. Aquela ideia de que cinema é autorrealização a baixo custo. Custo tem a ver com tempo e dinheiro. Você que assiste e as próprias projeções psicológicas. Nas metáforas chega a haver atos de amor, um dos comentários que li. Quem as percebe? Quando as percebemos? Dá para acolher plenamente o delírio de Santiago? Sem crítica, sem análise? Outra reflexão que encontro: Sem autocomando no delírio, resta o hospício. O escape através da escrita. Mais do que uma fuga. As lembranças... tão valorizadas pelo “homem da flor na boca”, de Pirandello. Lembranças, o que de fato sobra da vida. Assim se pode enfrentar a solidão... Destino de todos nós? Por 30 anos, mordomo... E 30 mil páginas de textos, mundo delirante, construído com milênios de reis e rainhas, príncipes e princesas.



Escrito por Sandoval às 06h23
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Copaíba

PARA O PURO, TUDO É PURO

PARA O PORCO, TUDO É PORCO

Fazer o quê? Sem nome, nome não é preciso. Começo e recomeço. Sem hora e dia certos. Só clima, amálgama de intuição e espíritos. Matéria também espiritualizada. Lembranças que vêm e vão. O que sobra é o que importa. E se a gente está ouvindo Bossa Nova e João Gilberto, pra que mais? Fotos, livros, pinturas, esculturas, consertos, reapertos. A memória do que foi e restou. Da existência, resíduos... Ainda bem.

 



Escrito por Sandoval às 10h05
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Época kafkiana

Obras a restaurar. Quando trabalhei em estabelecimento de crédito. "O homem verde".



Escrito por Sandoval às 08h58
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Caminhos que se confluem

O cantor performático Renato Godá, Centro de Convenções, Atibaia.

Sábado inesquecível

 

Ouvir e se comprometer com projetos do incansável batalhador pela arte, Paulo Cheida Sans. Estar na abertura do trabalho puro e forte da gravadora Marlene Crespo. Prender-me no significado do clima de cabaré criado pelo cantor performático Renato Godá, texto e contexto unificados ele e seus músicos notáveis. A isto somar a lembrança de Leonard Cohen, alter ego do papai aqui, para não dizer ícone a ser perseguido por quem estaria pendurando as chuteiras? Uma imantação da vida gostosa de se viver.



Escrito por Sandoval às 09h57
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Fotos antigas

EU, MUTANTE

Eu me imagino virando um amante do tecno, do “sertanejo-country”, dançando funk e nas baladas em que ninguém é de ninguém. Achando que escrever kkkkkkkkkkkkk é rir. Ver isso como razão de viver, além de escrever um Castañheda degenerado. Sei que não vale a pena censurar o que tira o corpo da inércia e leva a ler quem não lê. Quem é meu fã, se é que eu tenha adeptos, por certo não acataria tamanha mudança. Quem é do samba, gosta de Thelonious Monk e de bossa nova, agora ligado em rock berrado e no pop? A força inocente dos Beatles, o significado contracultural daquele novaiorquino do Village, Bob Dylan, aqui, ainda me ligo. Gosto do jogo de cena do Caetano Veloso e do que ele faz a gente pensar. Chico, compositor e escritor, tem muito do que admiro. Rock como estética, ideologia e terapia, chega! Continuo assumindo as rédeas da minha vida, brigando com o Sistema em mim. Receio um orgasmo prematuro. O perigo é não sair da caverna, misantropo que tenho sido. Aí virar só fotografia. Puxar um cavalo-de-pau não é bolinho. Com todos estes aniversários nas costas? Há rumo? Se não, pelo menos, me sentindo menos preso a quem me pagaria.



Escrito por Sandoval às 09h43
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Do antitratado...

Firmar conceitos e estabelecer categorias, mas sem prejuízo para nossas partes sensíveis e intuitivas. Parece receita culinária. Aliás, fórmulas e o criativo aleatório constituem um conceito único, assim como burocracia e participação.

 

Literatura oral, língua coloquial

 

Sobre “As Mil e uma Noites” diz Jamil Almansur Haddad: “Não é apenas nome de livro. É todo um espírito; toda uma mentalidade; toda uma maneira de comportamento; toda uma vida ativa e uma vida de sonho; toda uma mitologia e toda uma realidade; toda uma religião...”



Escrito por Sandoval às 11h35
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Jornal da Praça

capa para (as chuvas de) setembro

por Lilian Alves e Rebecca N. Frassetto
Texto escrito a quatro mãos, especialmente, pelas poetas Lilian Alves & Rebecca N. Frassetto, para a edição # 72, em comemoração do que seria os 60 anos do fotógrafo e idealizador deste jornal, Eduardo Barrox.  E tudo começou como uma brincadeira, Barrox mais amor de Lilian & a eterna amizade de Rebecca. (CL)

 
Às vezes fico pensando se você está feliz e se vive com os povos da floresta. Penso sinceramente em como deve ser incrível não precisar saber que o Sarney continua lá & que as chuvas alagaram tudo de novo e muito mais cedo ou que o menino da esquina continua sendo prostituído em troca de um celular bacana. Nunca descobri se o mundo estava preparado pra você. se era um mundo perdido, se a tua voz alcançava os muros mais altos ou se os ecos do mundo estavam surdos pros teus gritos. Quando entrei no teu mundo conheci o lado simples do saber e a arte complicada da ignorância e que também às vezes a coisa já não é tão poética assim como no seu tempo em que tudo era mais autêntico até o malandro e os hippies e por falar nisso a Janis Joplin topless sem silicone em pleno Arpoador. Mas também penso que você deve ter saudades daquelas tardes ensolaradas avec barracas Da nossa Praça y Providência das velhas Minas et clic clic clic a menina ruiva de mini saia beijando o namorado enquanto o cheiro de incenso criava pernas e se pirulitava por entre os sorrisos se confundindo com a música do realejo de tantos desejos vendavais de que tudo fosse um sonho mas não é moleza não. nunca pensei que você fosse embora daqui (ou será que está vivendo no universo paralelo de uma piscina?). Deve ter gente nesse mundo cansada de ler homenagens ao Eduardo Barrox. Não sei como é isso. faço parte da parte do mundo que escreve para o barrox. A Cris Livramento camaleou-se e aqui está o seu cartão de aniversário formato A1 4 páginas off-set PB e cores mais vivas do que nunca. Não sei se eu estava preparada pra você, mas escutei teus gritos. fiquei por aqui enquanto você caiu fora. sei que hoje não me importam tanto a arte de ser humano nem a desgraça de sentir poeta. vale mais o passo lento de cada dia, o amanhecer depois do outro e de novo o dia avistado de longe e pelo caminho saber que o que restou foi a certeza irreparável de que será difícil vencer o mundo sem você por perto. E vale mais saber da simplicidade das sementes que eram cada letra cada pixel cada grão ampliado nos papéis foto/gráficos virtuais da sua vasta imaginação sobre tudo o que se queria saber e tinha preguiça de perguntar...



Escrito por Sandoval às 08h53
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Foto Maria Sandoval

(Dos meus “Cadernos do Beiral”, antitratado de autoajuda)

Ao pensar na subjetividade... O que nos desafia: As drogadicções, os transtornos alimentares, os quadros delinquenciais e as depressões graves.

Vejo a moçada à mercê de um “mestre fetichista” que a induz a transgredir e gozar além da medida – a “indústria cultural” ou a linguagem comercial do prazer rápido. Aqui as drogas e a velocidade.

Criança muito mimada e que recebe constantes presentes, quando estes faltarem, resta o carinho das drogas e o teste das ações radicais no limite de perigos extremos.

 



Escrito por Sandoval às 08h23
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Segurança

Foto ES, set. 2009.

Do pensatório para o blog

 

Não podemos perder a esperança em um futuro de amor desinteressado e verdadeiramente fraternal.

Ingenuidade é acreditar que os ideais triunfarão onde os homens fracassaram?

Pessimismo é uma coisa... Amargura e desespero, o pior.

Esperança e otimismo podem não ter nada a ver com calhordas.

 



Escrito por Sandoval às 08h25
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Cultura escolhe espaço

Antigas estações de estrada de ferro, revitalizadas como centros de arte, cultura, artesanato. Aqui a pinacoteca de Amparo (SP), local da mostra internacional de gravura do Núcleo de Arte Contemporânea Olho Latino.



Escrito por Sandoval às 09h53
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