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Na rede, casa do Beiral das Pedras, leio "O Mago", do Fernando Morais.
Escrito por Sandoval às 11h31
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O Mago
Anos metendo o pau em Paulo Coelho. Alguém, que o admira, me disse: “É que vocês são parecidos”... Claro que só fisicamente. Hoje, penso assim: Ele é um mito. Nem interessa se é bom ou mau escritor. Segundo a contracapa de “O Mago”, do extraordinário Fernando Morais – biógrafo que não nos deixa à mão tal o interesse que sua escrita produz –, 100 milhões de livros vendidos e autor vivo mais traduzido de todo o planeta. Frase ambígua, a minha. Não importa, um na rabeira do outro, ambos na dianteira. Sucesso de mercado. Depois desse meu despeito, antes que me acertem, tenho muito a comentar sobre o livro. Aguardem.
Escrito por Sandoval às 10h31
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Festival de Inverno, Atibaia

Lançamento do meu livro “Cadernos do Beiral”. Rancho Santa Paz, no Morumbi, dia 30 de julho, às 20 horas. Abrilhanta o evento o conjunto Pedra 90.
Escrito por Sandoval às 19h58
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Mauro Messias, artesão e artista. Diante do meu quadro “Machado negro” identificou signos que passam, em geral, despercebidos.
Escrito por Sandoval às 21h03
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Quadro que fiz na década de 90. "Congos" foi vendido. Restam, agora, cópias digitais e plotagem. Vamos lá.
Escrito por Sandoval às 20h37
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Parolas, sábado próximo, no Garatuja
 
Escrito por Sandoval às 09h11
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Encontro anual de Artes Plásticas

Escrito por Sandoval às 09h02
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Hoje me cuidei de responder aos comentários. Vivemos em rede. É o que nos conforta.
Escrito por Sandoval às 08h47
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No Garatuja (Atibaia)

Escrito por Sandoval às 09h46
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Corpo de Dança de Atibaia e Grupo Terrícolas e Terranteses Preparam Novo Espetáculo. O grupo cênico do Instituto Garatuja está em fase final para apresentar seu novo trabalho na mostra semestral de dança e artes cênicas. Os grupos interagem e integram dança e teatro de forma sempre surpreendente. “Parolas” é uma criação coletiva, com direção de Élsie da Costa e participação de Roberta Forte e Isis Gonçalves. A pesquisa partiu das qualidades de esforço e dos fatores de movimento. Danças compostas a partir dos sons de palavras e pequenos textos onde foram criados e aplicados os fatores de movimento e as qualidades relativas ao Esforço. Do movimento, das ações corporais, dos sons, dos verbos, das palavras se criou a dança em textos corporais e verbais. Do corpo à fala, do som da fala ao corpo. Procurando onde começa o teatro ou a dança, o trabalho de Élsie da Costa mistura os conteúdos destas duas gavetas. A dança sim foi ponto de partida para a linguagem verbal. O projeto que se desenvolve é patrocinado pelo Ministério da Cultura através do Programa Cultura Viva. O Garatuja conveniado Ponto de Cultura em 2007, iniciou o programa de cursos em 2008. O curso de dança e artes cênicas se desenvolveu a partir dos trabalhos corporais, com dança incluindo-se a dança clássica, as danças tradicionais, a dança moderna e contemporânea. Em 2007 e 2008 o Corpo de Dança apresentou Cinestesias e mostras de danças tradicionais em diferentes locais. O Garatuja sempre realizou mostras semestrais de dança cênica com crianças e adolescentes, desde 1999, dentre elas Tangolomango, Murucututu, Do Belo ao Bélico, Piabas Birutas, Errantes Telúricos. O projeto Terrícolas e Terranteses 2, se baseou na experiência desenvolvida pelas oficinas do Garatuja de 1999 a 2004 com o grupo Terrícolas e Terranteses 1 e a encenação da peça Habitats. O trabalho de Élsie nas artes cênicas antecede ao local do Garatuja. Suas primeiras direções foram aos 15 anos ao formar um grupo amador de crianças o Grupo Fraque nos anos setenta. Depois disso enveredou pela dança. Nessa mesma época já pesquisava as congadas e buscava conhecimentos sobre as tradições brasileiras. Nos anos oitenta monta o CRIE- Oficinas de Arte, dirige “A roda, é a roda, é a roda...” com crianças do abrigo de menores e junto com Lucilene Moreira e Euclides Sandoval ganha o premio da Secretaria de Estado do Interior com Do Sonho Real ao Corpo Real. A mistura de linguagens sempre foi uma constante nos trabalhos cênicos dirigidos por Élsie, além da constante percepção da expressão das pessoas e grupos com quem trabalha. Com base na técnica de Laban, fundindo outras técnicas, a linguagem dos espetaculos é receptiva à experimentação e o inusitado. O espetáculo “Parolas” será dedicado ao amigo, fotografo e artista plástico, Eduardo Barrox. Dias 4 e 5 de julho de 2009, as 17 e 20 horas no IAC Garatuja. A arrecadação faz parte da campanha para sustentabilidade da instituição, com objetivo de refazer o piso da sala de ensaios e teatro de bolso do Instituto de Arte e Cultura Garatuja. Os ingressos estão sendo vendidos a preços populares: Inteira, R$15,00 e Meia, R$7,00. O Ponto de Cultura IAC Garatuja está localizado no Jardim Tapajós, Rua Esmeraldo Tarquínio, 346 em Atibaia SP.
Escrito por Sandoval às 09h37
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Identificação editor e autor
Márcio Zago, editor do Instituto de Arte e Cultura Garatuja (Atibaia). O projeto gráfico dos meus livros Ecos e Sombras e Cinema com Pipoca é dele. Cinema com Pipoca foi patrocinado pela Prefeitura da Estância de Atibaia.
Escrito por Sandoval às 17h56
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Zózimo, este quadro e O Homem Verde, da época em que eu trabalhava em estabelecimento de crédito (S. Paulo, anos 60).
Escrito por Sandoval às 21h56
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Livro de contos
Meus quadros, "O homem verde" e "Zózimo" (detalhe). 1968. Ano do AI-5. O mesmo clima, na sociedade e no trabalho.
O homem verde Gesto da mão que se ergue. Pare. A palavra saindo. Não ainda para falar antes. Ele forte, não dá tempo para se ver o que o motiva. Não poder entrar quando se deseja ou precisa, sala do presidente, um bunker. Aberta, cabendo às vezes mais gente, outras não. Mão espalmada, braço levantado, gesto que não saúda. O executivo manda parar, dependência maior no dependido. Contenção que afunda Zózimo, caso no grande caso que é a empresa. Sem juventude. Sair vivo, se procurar compreender, justificar e ir crescendo. Não entrando quando queria, fechado pro enfarte: já dois. O presidente não o recebera. Rodava pernas. Fanático por corredores. Ao se cruzar com Zózimo, ele acostumado num verbal insosso. Montara aquela seção, quebrara aquele galho, fulano não cooperava, palavras, imagens que lhe roíam. Chegava a escrever versos românticos. Cinquentão, falando de garotas sensuais, moralistão, acusava vícios, e ria gostoso dos próprios defeitos. Justificava-se para a História. Andar ajudava, mas já não muito. Passou a dar voltas pelo quarteirão. Um dia comeu papel. Assim a raiva passava. Deu para falar em sair da empresa, aposentadoria, mas no fundo se via diretor. Porque homem de realizações. Não era de conversas. Gozado: falava bem inglês. Escrevia um português razoável. Grosseirão, prático, retórico nos poemas que protocolava com os colegas. Um descuido sufocado que até poderia salvá-lo do enfarte antes. E veio forte. O terceiro. Voltou com melhor aparência depois de meses. Melhor hospital que a empresa. Tornou a arrastar pernas pelos corredores de trincos dourados e lambril de jacarandá. Defendia os jovens, se vendo neles. Sobravam pelo privado dos outros. A dança do presidente, muito dançada. Poucos se ajudando; os muitos, fazendo dança. Alguns grandes problemas na calada da esquina da lua. Mas ele aguentava, manipulando os próximos. Pesadão, numa intuitividade ameaçadora. Corresponsabilizava no humano. Por isso iam evitando o Zózimo. Mas os mais precisados não o deixavam. Firme no instável. Em casa tudo se assemelha às paredes da Companhia. Continuava o mesmo que sofria. Pai durão, não deixava os outros entrarem. Permaneciam no limiar da porta dos sonhos. Gritava e imaginava filhos doutores e mulher submissa. Numa das voltas pelo quarteirão parou num bar. Pediu café. Viram-no morto. Rosto contraído, como quando não pensava em poesia e mulher.
Escrito por Sandoval às 12h22
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Comunhão entre editor e autor
Daniel Choma (edição, fotografias e editoração) e Tati Costa (projeto e produção) trabalharam com os Cadernos do Beiral, 9 e 16, e este blog. Daí resultou meu livro Cadernos do Beiral a ser lançado agora em julho. Realização da Câmara Clara - Memórias em movimento. O patrocínio foi da Prefeitura de Atibaia - Secretaria de Cultura e Eventos, Lei de apoio a projetos artísticos / orçamento participativo.
Escrito por Sandoval às 19h08
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EU SOU ELES Hoje, em andamento conclusivo, a minha demissão da Faculdade. Eu, saindo, de livre e espontânea vontade, como se diz, depois de 24 anos. Reduto empregatício de um anárquico. Costumo evitar os ismos que degeneram processos teóricos mais ricos. Cristóforo na ficção, romance e contos. Cada vez prefiro mais o silêncio à fala. Chego a aparecer publicamente em raras ocasiões. Certo que ainda possuo certo vedetismo, herdado do teatro e atividade professoral. Vou virando ermitão e misógino. Estar recluso ajuda a me manter no próprio eixo. Protejo a privacidade de quem usa os heterônimos Cristóforo e Aldo Costamares. Pretensioso em alguma ansiedade de projeção como escritor, coisa subjacente. Recrio a memória, o que me resta de mais verdadeiro. Vivo instantes do dia-a-dia, lembranças que servem para deixar lembranças. Escrever – coisa que sempre fiz – virou ofício. Sem maior preocupação com “quem lhe paga”. Qualquer momento pode ser privilegiado. Mais importante do que aquilo que pensamos é a história. Estórias fazem história. Perceber o tesouro que encerram. A literatura serve para reinventarmos e recontextualizarmos o captado por nós e por outras pessoas. O passado pode adquirir nova potência e atualidade. Perde o papel condicionador de delírios e fábrica de fantasmas. Meu lado bricoleur se aprofundaria aqui. Constrange perder o contato com jovens, circunscrito agora a rápidos e mais eventuais momentos em que poderei compartilhar experiências, passos e contrapassos.
Escrito por Sandoval às 17h40
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