Fotos antigas

EU, MUTANTE
Eu me imagino virando um amante do tecno, do “sertanejo-country”, dançando funk e nas baladas em que ninguém é de ninguém. Achando que escrever kkkkkkkkkkkkk é rir. Ver isso como razão de viver, além de escrever um Castañheda degenerado. Sei que não vale a pena censurar o que tira o corpo da inércia e leva a ler quem não lê. Quem é meu fã, se é que eu tenha adeptos, por certo não acataria tamanha mudança. Quem é do samba, gosta de Thelonious Monk e de bossa nova, agora ligado em rock berrado e no pop? A força inocente dos Beatles, o significado contracultural daquele novaiorquino do Village, Bob Dylan, aqui, ainda me ligo. Gosto do jogo de cena do Caetano Veloso e do que ele faz a gente pensar. Chico, compositor e escritor, tem muito do que admiro. Rock como estética, ideologia e terapia, chega! Continuo assumindo as rédeas da minha vida, brigando com o Sistema em mim. Receio um orgasmo prematuro. O perigo é não sair da caverna, misantropo que tenho sido. Aí virar só fotografia. Puxar um cavalo-de-pau não é bolinho. Com todos estes aniversários nas costas? Há rumo? Se não, pelo menos, me sentindo menos preso a quem me pagaria.
Escrito por Sandoval às 09h43
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Do antitratado...

Firmar conceitos e estabelecer categorias, mas sem prejuízo para nossas partes sensíveis e intuitivas. Parece receita culinária. Aliás, fórmulas e o criativo aleatório constituem um conceito único, assim como burocracia e participação. Literatura oral, língua coloquial Sobre “As Mil e uma Noites” diz Jamil Almansur Haddad: “Não é apenas nome de livro. É todo um espírito; toda uma mentalidade; toda uma maneira de comportamento; toda uma vida ativa e uma vida de sonho; toda uma mitologia e toda uma realidade; toda uma religião...”
Escrito por Sandoval às 11h35
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Jornal da Praça
capa para (as chuvas de) setembro por Lilian Alves e Rebecca N. Frassetto Texto escrito a quatro mãos, especialmente, pelas poetas Lilian Alves & Rebecca N. Frassetto, para a edição # 72, em comemoração do que seria os 60 anos do fotógrafo e idealizador deste jornal, Eduardo Barrox. E tudo começou como uma brincadeira, Barrox mais amor de Lilian & a eterna amizade de Rebecca. (CL) Às vezes fico pensando se você está feliz e se vive com os povos da floresta. Penso sinceramente em como deve ser incrível não precisar saber que o Sarney continua lá & que as chuvas alagaram tudo de novo e muito mais cedo ou que o menino da esquina continua sendo prostituído em troca de um celular bacana. Nunca descobri se o mundo estava preparado pra você. se era um mundo perdido, se a tua voz alcançava os muros mais altos ou se os ecos do mundo estavam surdos pros teus gritos. Quando entrei no teu mundo conheci o lado simples do saber e a arte complicada da ignorância e que também às vezes a coisa já não é tão poética assim como no seu tempo em que tudo era mais autêntico até o malandro e os hippies e por falar nisso a Janis Joplin topless sem silicone em pleno Arpoador. Mas também penso que você deve ter saudades daquelas tardes ensolaradas avec barracas Da nossa Praça y Providência das velhas Minas et clic clic clic a menina ruiva de mini saia beijando o namorado enquanto o cheiro de incenso criava pernas e se pirulitava por entre os sorrisos se confundindo com a música do realejo de tantos desejos vendavais de que tudo fosse um sonho mas não é moleza não. nunca pensei que você fosse embora daqui (ou será que está vivendo no universo paralelo de uma piscina?). Deve ter gente nesse mundo cansada de ler homenagens ao Eduardo Barrox. Não sei como é isso. faço parte da parte do mundo que escreve para o barrox. A Cris Livramento camaleou-se e aqui está o seu cartão de aniversário formato A1 4 páginas off-set PB e cores mais vivas do que nunca. Não sei se eu estava preparada pra você, mas escutei teus gritos. fiquei por aqui enquanto você caiu fora. sei que hoje não me importam tanto a arte de ser humano nem a desgraça de sentir poeta. vale mais o passo lento de cada dia, o amanhecer depois do outro e de novo o dia avistado de longe e pelo caminho saber que o que restou foi a certeza irreparável de que será difícil vencer o mundo sem você por perto. E vale mais saber da simplicidade das sementes que eram cada letra cada pixel cada grão ampliado nos papéis foto/gráficos virtuais da sua vasta imaginação sobre tudo o que se queria saber e tinha preguiça de perguntar...
Escrito por Sandoval às 08h53
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Foto Maria Sandoval
(Dos meus “Cadernos do Beiral”, antitratado de autoajuda) Ao pensar na subjetividade... O que nos desafia: As drogadicções, os transtornos alimentares, os quadros delinquenciais e as depressões graves. Vejo a moçada à mercê de um “mestre fetichista” que a induz a transgredir e gozar além da medida – a “indústria cultural” ou a linguagem comercial do prazer rápido. Aqui as drogas e a velocidade. Criança muito mimada e que recebe constantes presentes, quando estes faltarem, resta o carinho das drogas e o teste das ações radicais no limite de perigos extremos.
Escrito por Sandoval às 08h23
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Segurança
Foto ES, set. 2009.
Do pensatório para o blog Não podemos perder a esperança em um futuro de amor desinteressado e verdadeiramente fraternal. Ingenuidade é acreditar que os ideais triunfarão onde os homens fracassaram? Pessimismo é uma coisa... Amargura e desespero, o pior. Esperança e otimismo podem não ter nada a ver com calhordas.
Escrito por Sandoval às 08h25
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Cultura escolhe espaço
Antigas estações de estrada de ferro, revitalizadas como centros de arte, cultura, artesanato. Aqui a pinacoteca de Amparo (SP), local da mostra internacional de gravura do Núcleo de Arte Contemporânea Olho Latino.
Escrito por Sandoval às 09h53
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Pinacoteca de Amparo (SP)
Minha serigrafia "Hipocampo" na mostra "Apreços", Olho Latino, curadoria de Paulo Cheida Sans.
Escrito por Sandoval às 09h46
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Jogo de Tranca

Som sono cochilo A sorte do outro O que me sobra?
Escrito por Sandoval às 09h52
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Carências, ou não
Difícil resistir ao impulso de primeiro abrir o jornal da manhã. Fazer ficção em documentário, sem mentir. Li uma crônica de Cony, última sexta-feira. Me fez pensar: Não ter expectativas com relação a si mesmo; simplesmente viver, procurando amar, tomar consciência das próprias limitações; sobra o impulso do agir. Só sentir que se deve reforçar o espírito solidário e cooperativo. Exercitar o sensível, sensibilizando outros para que transcendam ao mero circunstancial. Carlos: Procurar compreender o mundo e a si mesmo... Para quê? Na matéria de Carlos Heitor Cony, sinto certo distanciamento do que se considera realidade... Por pudor? Não querer que se espere algo dele? Fuga ao orgasmo? Aí, se pode ser profundo e brilhante, sem dever nada a ninguém. Cony, grande escritor machadiano! Carências, podem virar valores poéticos?
Escrito por Sandoval às 09h01
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