| |
SANTIAGO II Ele dança... principalmente com as mãos. Se a vida é um aprendizado da solidão, Santiago a enfrenta com a memória. Ao viver, trata-se de um enfrentamento? Luta? Lembranças evoluem em compassos. A morte, no baile de máscaras, a própria vida para se tornar “la gran partita”. Páginas da vida, em momentos musicais. Ainda bem que canto, com o meu “violão doméstico”. A vida se desmancha em sacos plásticos? Uma das metáforas do filme. Tenho, também, uma Remington velhinha. Lembro Nelson Rodrigues escrevendo sobre o lado sujo da vida. Aceitar a decepção com um suave sorriso, como sugere Jean-Claude Bernardet em “Notas sobre Santiago”, livreto que acompanha o DVD.
Escrito por Sandoval às 18h44
[]
[envie esta mensagem]
[link]
SANTIAGO I Vi, pela segunda vez, o filme “Santiago”, de João Moreira Salles. O que senti, e o que me ajudou a compreender, o inefável encontro entre o filho do patrão e o mordomo da família Moreira Salles. Alguém mais ligado na cotidianeidade pode até se irritar com o trabalho despojado do cineasta. Vou me convencendo que cinema se vê numa espécie de capela. Aquela ideia de que cinema é autorrealização a baixo custo. Custo tem a ver com tempo e dinheiro. Você que assiste e as próprias projeções psicológicas. Nas metáforas chega a haver atos de amor, um dos comentários que li. Quem as percebe? Quando as percebemos? Dá para acolher plenamente o delírio de Santiago? Sem crítica, sem análise? Outra reflexão que encontro: Sem autocomando no delírio, resta o hospício. O escape através da escrita. Mais do que uma fuga. As lembranças... tão valorizadas pelo “homem da flor na boca”, de Pirandello. Lembranças, o que de fato sobra da vida. Assim se pode enfrentar a solidão... Destino de todos nós? Por 30 anos, mordomo... E 30 mil páginas de textos, mundo delirante, construído com milênios de reis e rainhas, príncipes e princesas.
Escrito por Sandoval às 06h23
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Copaíba

PARA O PURO, TUDO É PURO PARA O PORCO, TUDO É PORCO Fazer o quê? Sem nome, nome não é preciso. Começo e recomeço. Sem hora e dia certos. Só clima, amálgama de intuição e espíritos. Matéria também espiritualizada. Lembranças que vêm e vão. O que sobra é o que importa. E se a gente está ouvindo Bossa Nova e João Gilberto, pra que mais? Fotos, livros, pinturas, esculturas, consertos, reapertos. A memória do que foi e restou. Da existência, resíduos... Ainda bem.
Escrito por Sandoval às 10h05
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Época kafkiana
Obras a restaurar. Quando trabalhei em estabelecimento de crédito. "O homem verde".
Escrito por Sandoval às 08h58
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Caminhos que se confluem
O cantor performático Renato Godá, Centro de Convenções, Atibaia.
Sábado inesquecível Ouvir e se comprometer com projetos do incansável batalhador pela arte, Paulo Cheida Sans. Estar na abertura do trabalho puro e forte da gravadora Marlene Crespo. Prender-me no significado do clima de cabaré criado pelo cantor performático Renato Godá, texto e contexto unificados ele e seus músicos notáveis. A isto somar a lembrança de Leonard Cohen, alter ego do papai aqui, para não dizer ícone a ser perseguido por quem estaria pendurando as chuteiras? Uma imantação da vida gostosa de se viver.
Escrito por Sandoval às 09h57
[]
[envie esta mensagem]
[link]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|